Jun 24, 2010




Hoje de madrugada foi furtado o meu carro, um Fiat Uno 60, de matrícula 85-72-AP, do parque de estacionamento da estação de metro "Parque Maia". Agradeço que quem tenha alguma informação sobre o seu paradeiro informe as autoridades. Obrigado!

Apr 11, 2010

Pare, Escute, Olhe

Trailer Cinema "Pare, Escute, Olhe" from Pare, Escute, Olhe on Vimeo.



Ontem fui com o Ricardo ver um documentário ao cinema, sendo este o "Pare, Escute, Olhe". Tive bastante sorte por conseguir saber do filme, porque pelos vistos só vai estar por uma semana e em apenas
três salas de cinema a nível nacional. (bendito Transportes-XXI!)

A temática-alvo deste documentário é a linha do Tua, linha esta que é centenária e que percorre um traçado essencialmente "virgem", sendo por isso até bastante procurada pelos turistas (quando estes
sabem da sua existência, evidentemente - a própria CP não faz propaganda à sua própria infraestrutura, o que é uma pena). Esta linha, que infelizmente tem sido notícia pelos piores motivos (vários
acidentes que tiveram origem em falhas de material e infraestrutura) está em risco directo de ver parte do seu traçado amputado devido à construção de uma barragem no Tua. (como aliás já aconteceu no
ínicio dos anos 90, quando a própria CP retirou pela calada da noite o material circulante da estação de Bragança, e cortou dessa forma o trajecto entre Mirandela e Bragança...)

Bem, mas não me vou pronunciar em grande detalhe sobre o filme em si. Se, como eu, estiverem interessados no assunto, mesmo sem nunca lá terem ido (infelizmente, já nasci demasiado tarde para fazer o
trajecto Bragança - Mirandela, mas conto ir o mais brevemente possível fazer o trajecto que ainda resta, antes daquilo fechar definitivamente), vão ver o filme, que vale mesmo a pena!

E vale a pena, porquê? Para além de traçar um retrato de um Portugal envelhecido, abandonado (tanto pela população jovem, emigrante, como pelos políticos hipócritas que não têm quaisquer escrúpulos em
vender o bem-estar de uma população e património histórico e natural único em troco de lealdade partidária e outras contrapartidas!), tem imagens verdadeiramente deslumbrantes. Quase que me dá vontade
de meter o kayak no carro e ir já a correr para lá, só para descer aquele rio! (e depois regressar de comboio, evidentemente :))

Em jeito de conclusão, muito embora na opinião do Ricardo existam alguns "glitches" técnicos (a nível artístico, evidentemente; e eu, como sou um leigo na matéria, não apontei nada, evidentemente), é
um documentário extremamente interessante, lúcido e perspicaz. E só espero que algumas "sumidades" lá em Lisboa o vejam e caiam em si, e consigam desfazer o processo antes que seja tarde de mais (mas
isto já é sonhar alto de mais, bem sei...).

Porque se há coisa que me chateia, é o desperdício. Tanto o de vidas humanas (literal e metaforicamente) como o de recursos e infraestruturas. Uma barragem é assim tão importante que se tenha que dar
cabo de património que demorou anos a construir? (para não falar da própria envolvente natural, que demorou não dezenas de anos, mas alguns milhões!)

Enfim. Vejam o filme. E depois formem a vossa opinião. (não digo que *todo* o filme esteja de acordo com a minha opinião, visto que não partilho de um fundamentalismo tão exacerbado como aquele de
alguns partidos de extrema-esquerda, mas estou efectivamente contra todas as acções que visem destruir a nossa história e a vida das nossas gentes.)

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Por último, links:
- página oficial do documentário: http://www.pareescuteolhe.com/
- abaixo assinado, contra a construção da barragem: http://www.peticao.com.pt/vale-do-tua

Mar 27, 2010

Fumo, fumo e mais fumo...

Conforme já devo ter expressado várias vezes (se calhar mais do que deveria, ou de que seria razóavel!), sou completamente contra o tabaco (e outras drogas, efectivamente - o álcool passa, mas evidentemente com um uso responsável) e actividades que dele surgem.

Sinto-me ligeiramente orgulhoso de estar num país que, pelo menos, tem uma legislação anti-tabágica minimamente eficiente, quando comparado com outros países - fui a Espanha recentemente, e fiquei horrorizado ao entrar num café e deparar-me com 90% dos clientes a fumarem. Lá comi qualquer coisa, a custo, tentando não inalar aquela porcaria... Aqui em Portugal, ao menos, conseguimos que a maioria dos restaurantes e cafés não permitam fumadores a não ser que tenham sistemas de extracção adequados. Obviamente que existem inúmeros estabelecimentos que fazem vista grossa às normas (como sempre.., afinal de contas, estamos em Portugal, não é?), como bares e clubes nocturnos - mas não sou um frequentador habitual desse tipo de estabelecimentos (aliás, detesto quando, por algum motivo, lá tenho que ir - além do fumo, decerto não respeitam as normas relativamente ao ruído máximo permitido!), pelo que isso não me faz grande diferença.

No último século, nunca houve tanta informação sobre os malefícios do tabaco como agora. Enfisemas, cancros, problemas cardíacos,... é só escolher. E, parecendo quase um contrasenso, a maioria das pessoas que vejo a fumar são jovens (!), pessoas da minha idade, que na escola viram a ladaínha de "não fumes, não bebas em excesso, mantém-te longe das drogas" aí umas duzentas mil vezes!

E quem diz fumar, diz a quantidade de excessos que se cometem nas saídas nocturnas, nas festas académicas, etc... - mas isso já é matéria para futuras discussões, não me vou alongar aí.

Irrita-me (sim, não vou estar com meias palavras nem eufemismos) que, de cada vez que tenho que entrar ou sair do edifício da faculdade, me tenha que cruzar com uma horde de fumadores, e seja obrigado a respirar aquilo. Irrita-me estar à espera do autocarro com a pessoa do lado a mandar aquilo para cima de mim. Irrita-me estar simplesmente a andar no passeio e pronto, lá tive que me cruzar com um fumador!

E não me venham com histórias de que me estou a intrometer na liberdade dos outros. Consigo lembrar-me de umas quantas coisas que não posso fazer em público e que, no entanto, não fazem mal nem à minha saúde nem à dos outros. Se eu quisesse, por exemplo, fazer naturismo no dia-a-dia, será que me deixavam? [não é que tencione fazê-lo, é apenas for the sake of the argument.] Pois, obviamente que não, viriam logo com o “atentado ao pudor" e etcetera. No entanto, que eu saiba, além de poder apanhar uma constipação, o naturismo não faz mal, nem a mim, nem às pessoas com que me cruzo! Já o andar aí a passar de cigarro aceso...

Compreendo que no passado o acto de fumar tinha uma certa componente social associada - basta ver os filmes produzidos até meados dos anos 70, é raro o actor que não tem um cigarro ou charuto na boca. Mas hoje em dia? Quando já está mais que provado que fumar provoca uma série de malefícios a médio e longo prazo!

Claro que o dinheiro que o Estado retira dos impostos sobre o tabaco também não são simplesmente trocos - não há que ignorar que é uma quantia substancial que entra para os cofres do Estado dessa forma! No entanto, isto é apenas um empréstimo - só o dinheiro que vai ser gasto em assistência social e despesas médicas futuras nos mesmos cidadãos que, diligentemente, andaram a pagar os impostos sobre o tabaco que compraram...

Se alguém que, eventualmente, leia isto e seja fumador: pense um bocadinho. Actualmente existem tratamentos, e formas de acabar com isso. É preferível sofrer um pouco ao início do que ter um doloroso fim...
Se, por outro lado, for um não-fumador: continue a lutar pelos seus DIREITOS, porque do pouco que sei de leis, a saúde É um direito de TODOS!

Feb 17, 2010

Para variar um pouco o tema...

Hoje nada escrevo, vou é colocar a letra de uma música que está muito bem conseguida. Yusuf Islam, anteriormente conhecido como Cat Stevens, escreveu aqui um hino à paz (utópica?) e estabilidade mundial. E, se gostam da letra, porque não comprar o álbum? (parte das receitas revertem para projectos de solidariedade da fundação dele em países como o Afeganistão, a Bósnia ou o Iraque...)

Maybe There's A World
Yusuf Islam

I have dreamt of a place and time,where nobody gets annoyed,
But I must admit I'm not there yet but Something's keeping me going

Maybe there's a world that I'm still to find
Maybe there's a world that I'm still to find
Open up o world and let me in,
Then there'll be a new life to begin

I have dreamt of an open world,
Borderless and wide
Where the people move from place to place
And nobody's taking sides

Maybe there's a world that I'm still to find
Maybe there's a world that I'm still to find
Open up a world and let me in,
Then there'll be A new life to begin

I've been waiting for that moment
To arrive
All at once the palace of peace
Will fill My eyes - how nice!

Maybe there's a world that I'm still to find
Maybe there's a world that I'm still to find
Open up o world and let me in,
Then there'll be A new life to begin

I've been waiting for that moment
To arrive
All at once the wrongs of the world,
Will be put right - how nice!