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Aug 16, 2009

Lixo.




Não sei se em algum post anterior eu mencionei o facto de ter um Ecoponto mesmo ao pé da minha casa. De qualquer das formas, dá algum jeito, facilita as eventuais deslocações para separação de resíduos, mas também pode ser um vizinho desagradável. Não por culpa dele (vá, não faz barulho de noite...), mas por culpa de certos munícipes que pensam que um Ecoponto é simplesmente um local de descarga de resíduos indiferenciados (a maioria orgânicos, o que atrai ratos e cães vadios às redondezas).

IMGP5776.jpg

Nem mesmo o facto de estar lá um aviso, para quem eventualmente não soubesse que aquele não é o local mais adequado para esse tipo de resíduos, fez abrandar esta torrente de lixo. De facto, e numa atitude de provocação, a maioria do lixo está agora estrategicamente colocada por baixo desse mesmo aviso (que, ironicamente, já foi vandalizado umas quantas vezes).

A visão do lixo não me incomoda, dado que de casa não o vejo directamente, e além disso ir lá uma vez por dia, por muito desagradável que possa ser, é algo a que nos vamos habituando. A diferença surge quando os tipos da MaiaAmbiente fazem das tripas coração e levam aquela tralha toda. E fica assim poucos dias, até que outro munícipe mal-intencionado se entretém a decorar a sinalização com mais lixo.

Não, o pior não é a visão do lixo. É, isso sim, os problemas que o lixo ali colocado acarreta. Já falei dos cães vadios, mas não é só com esses que as pessoas têm que ter cuidado: eu tenho dois cães, e eles devem praticamente constituir a minoria de cães nas redondezas que estão amarrados em casa, só saindo à rua quando acompanhados pelos donos. Não é o que acontece com a maioria dos cães que, tendo no entanto donos que os alimentam e proporcionam sítio para dormir (a parte do registo e vacinação, isso, já não ponho as mãos no fogo), a maior parte do tempo estão tão vadios como os pobres desgraçados que infelizmente também por cá andam (então nesta altura do Verão, em que há tanto abandono criminoso de animais... uma tristeza).

E isto tudo coloca problemas de segurança (quantos automobilistas não tiveram já que se desviar de cães no meio da rua, e quantos atropelamentos desses não houve já? Bem sei que os automobilistas são supostos circular devagar nesta zona, mas um embate a 50 km/h já é suficiente para causar dano não só no animal, mas também no veículo e seus passageiros! E quem se responsabiliza por isso?

Mas não é dos atropelamentos que vim falar hoje, como aliás já deu a entender pelo título do post. De facto, a deposição de lixo no Ecoponto sem qualquer cuidado tem o inconveniente de atrair não só ratos (que depois se espalham pela vizinhança, já apanhámos uns quantos aqui em casa) como também cães vadios (e semi-vadios, conforme mencionado anteriormente), que frequentemente rasgam os sacos de plástico e espalham todo o seu conteúdo pelos espaços em redor.

E chegamos então ao verdadeiro motivo deste post. Como tenho dois cães, a maioria dos cães vadios ronda particularmente a zona próxima da minha casa. E, qual não é o meu espanto quando hoje de manhã saio de casa e encontro o cenário presente na segunda imagem.

IMGP5763.jpg

Facilmente se chega ao pensamento "de quem é a culpa disto?". Bem, minha não foi, como seria de esperar, para estar a escrever semelhante documento. E, neste caso, tem que se dizer que a culpa não é de ninguém, mas, ao mesmo tempo, é de toda a gente.

Não é o momento adequado para me meter com filosofias, mas o que é certo é que tenho razão: a culpa é dos prevaricadores que enchem o ecoponto de lixo; a culpa é dos donos dos cães que andam à solta; a culpa é das autoridades competentes que ainda não tomaram nenhuma providência; e alguma da culpa também poderá ser eventualmente minha, que tenho visto isto a progredir e nunca fiz nada quanto a isso.

Bom, quanto a esta última parte, vou tentar fazer alguma coisa, quanto mais não seja denunciar às autoridades competentes. Pouco mais posso fazer, realmente... e custa a acreditar que coisas deste género continuem a acontecer numa sociedade do século XXI, ocidentalizada, e presente num país europeu. Infelizmente, parece que não somos assim tão evoluídos como os nossos antecessores de há 200 anos atrás...

Jul 11, 2009

Quem Matou a Tangerina? - 30 coisas que odiamos na Internet

Nada podia ser mais verídico. Alguns são específicos ao Brasil, mas a maioria deles são mesmo independentes da geografia! (ai, logo o primeiro...)

1. Sites e blogs que tocam música

De repente a Beyoncé começa a berrar no meio do escritório. E ainda escondem a opção de interromper aquela merda. Isso era legal em 1997. Ou melhor, nunca foi legal.

2. Links quebrados

Você acha o game mais badalado do momento para download. Ele está divido em 30 arquivos, full, com crack e tudo. Um arquivo, só um, está indisponível. FU.

3. Tempo de download no Rapidhsare

Esperar não sei quanto segundos para fazer outro download no Rapidshare ou no Megaupload motivou muito a matar por uma conta pro.

4. Windows Live Hoje ao conectar o MSN

Sinto pena de quem não consegue desabilitar essa função.

5. Comentários bizarros em blogs

Ontem mesmo um ex-filho do jb comentou sobre um post que se chamava: “Como baixar vídeo do Youtube”. Um pára-quedista comentou “como eu faço para baixar vídeos no Youtube?”. E olha que as vezes surge coisa pior.

6. Falta de assunto no MSN

- Oi!
- Oi, beleza?
- Beleza! E você?
- Tranquilo.
(...)
10 minutos depois:
- Novidades?
- Nada, tudo na mesma. E por aí?
- Na boa.
(...)
3 horas depois:
- Vou nessa. Abraço!
- Falou! Some não.

7. Pessoas que usam emoticon de MSN para tudo

Você precisa codificar a frase em alguns momentos. No meio de uma palavra surgem fotos da Britney Spear fazendo careta, bonequinhas com as mãos para cima e personagem do Fábrica de Quadrinhos. Como se não bastasse, finaliza com uma exclamação brilhosa em 47 cores diferentes.

8. Falar que o site encerrou as atividades no dia 1 de abril

Outra moda que, felizmente, morreu no século passado. Mas ainda tem gente que acha divertido.

9. Pessoas pedindo “Please RT”

Quando fazem isso, pode ter certeza, é porque o link ou a mensagem é ruim o suficiente para não repercutir.

10. Pop-up

Irritando desde 1996.



11. Comunidades de times de futebol

Todo mundo vira comentarista e entendedor de futebol. É incrível. Grandes discussões são feitas a partir de tópicos como “Como está subnick no MSN” ou “Chute o público do quarto jogo do campeonato estadual de 2017”. E ainda tem a frescura com os padrões no título dos tópicos...

12. Tudo é viral ou fake

Qualquer, eu disse qualquer vídeo pode ser um viral ou uma montagem. O Internauta não tem limites. De Jeremias José ao vídeo da Cicarelli, nada é por acaso, há algo maior por trás. Inclusive esse post.

13. Blogueiro não pode ganhar dinheiro

Sinto falta do bloguismo moleque. Mas leitor reclamar de post patrocinado é um exagero. Não gostou, não volta. Simples.

14. “Atualiza essa porra!”

Leitor odeia blog parado. Inclusive eu. Criticar, falar que o blog já teve mais atualizações tudo bem. Mas exigir e se irritar com a falta de atualizações, porra, qualé? Desliga o computador e vai ver televisão.

15. Reclamações no Twitter

Celular, Internet, programa de televisão, layout, time... O Twitter virou o lugar para as pessoas reclamarem. Todo mundo fala mal de alguma coisa, repare na sua página. Sinto saudade da época em que as pessoas postavam coisas como “to indo ao trabalho”, “vou fritar um ovo” ou “vou dormir. Boa noite”.

E eu, ironicamente, reclamava.

16. As pessoas bravas com a popularização do Twitter

É ciúmes. Conheço gente que gosta de uma música e fica muito brava quando ela faz sucesso. Na Internet é a mesma coisa. Que egoísmo.

17. E-mail com vírus

Eu respeito um cara que me faz pensar antes de abrir um arquivo. Portanto, caro amigo hacker, seja mais criativo. “Olha as nossas fotos que achei” ou “cara, não sei como falar. Mas flagrei sua namorada com outro cara... veja as fotos” não funciona mais.

18. Os MacChatos

Usuário de Mac é pior que evangélico. Jamais arrisque criticar um produto Apple no Twitter ou no seu blog. Você será ridicularizado, xingado e talvez até agredido por um fã do Steve Jobs.

19. Os imortais *.PPT

Não existe e-mail que nunca tenha recebido uma apresentação em Power Point. Normalmente são mensagens religiosas e/ou motivacionais que finalizam com frases do Chico Xavier e Mario Quintana. Quando é recheado de “imagens engraçadas” a fonte preferencial é Comic Sans. É de doer o côco esquerdo.

20. Ampliar foto com defeito

Você clica com a esperança de ver a foto em melhor qualidade. O que aparece? A mesma foto estourada.


21. Blogueiros moralistas

Eles ditam a ética na Internet. Mas normalmente são uns fracassados na vida pessoal. Vem deles as criticas à popularização do Twitter ou a invasão de celebridades nas redes sociais. Odeiam tudo e todos. Jamais admitem perder uma discussão. Quando sabem que estão errados apelam: “Poxa, o pessoal não conhece ironia, eu tava brincando só. Seu burros todos”.

22. Blogs de tirinha

Gosto muito. Mas surgem uns 4 por semana. E já começou a encher o saco. E outra: não é porque você publica suas tirinhas no Blogspot que você tem um blog. Ou é?

23. Inclusão burra digital

Todo mundo tem um colega de trabalho que já fez isso. Ele chega inspirado, sorriso no rosto e, normalmente, utiliza as palavras “você não vai acreditar” e é “muito engraçado”. Ele reúne toda a firma e mostra o vídeo. O que era? Uma nutricionista gaguejando na televisão em 2005.

24. Sites que não suportam Firefox

É imperdoável que um site fique desconfigurado no Firefox. Ninguém merece ter abrir o jurássico IE só para acessá-lo.

25. A guerra por seguidores no Twitter

Após o primeiro Twitter patrocinado iniciou-se uma corrida pelo ouro no microblogging. Seja com o auxilio do famigerado script ou dando prêmios, ser o mais seguido do Brasil virou questão de status.

26. @mionzera e @ticostacruz

Uma vez alguém disse: “Marcos Mion é um cara engraçado e original. Pena que a originalidade dele não seja engraçada assim”. Ou coisa parecida. No Twitter o Mion surge como um @aplusk piorado.

Já o Tico Santa Cruz, ao contrário de Mion, é uma revelação. Quem achava que ele não podia fazer nada pior do que cantar enganou-se. Veja in loco.

27. Movimentos de sofá

“Amanhã saia de casa vestido uma camiseta preta para protestar a morte do fulano”; “Deixe uma flor no MSN em homenagem as vítimas do vôo tal”; “Vamos colocar a tag #aumentasaláriomínimo no Trending Topics”. O dia que isso resolver qualquer coisa eu juro que publico fotos do Ivo comendo kibe.

28. Panelinhas

Quem já foi à um Blogcamp ou coisa parecida sabe. As panelinhas existem e não tem que as derrube. São tipo grupinhos que se formam na oitava série. Mas com menos experiência sexual.

29. Tenso

O primeiro foi massa. Era uma foto do Caio Novaes e tal. Depois, ficou engraçadinho, variações. Mas deu. Exatamente como as placas motivacionais. A galera suga tanto que uma hora satura.

30. Risadas

Tudo começou com o “hahaha”. Simples, comum e correto. O “kkkkkkk” no começo foi difícil de agüentar, mas já aceitamos. Agora, “jsahjkdhsjakdhjksahdjksdkhkahkdhsa” não. Desde quando abater com a piroca no teclado é rir?

Porra.


Via Quem Matou a Tangerina? - 30 coisas que odiamos na Internet


Jun 17, 2009

Coisas que me chateiam (parte 1)

Ena pá, vou inaugurar uma rubrica no meu blogzito!! Denomina-se "Coisas que me chateiam", como já se deve ter reparado pelo título, e tentarei dizer mal de uma forma construtiva (haverá outra forma? :-) ) de coisas que me aborrecem no dia-a-dia. Vamos a isso?

E para esta rubrica vêm os cinemas. Parece impossível que uma simples ida ao cinema nunca fique por menos de 4 euros (e estou a falar de estudantes, porque pessoas "normais" pagam o bilhete de adulto, que fica por bem mais de 5 euros!!). É verdade que é necessário pagar o investimento (embora tenha a impressão que em muitos sítios essa despesa já foi amortizada há bastante tempo), e os custos de funcionamento. Ainda assim, é ridículo pagar-se o que se paga. Muita da pirataria que se pratica por essa Internet fora advém de situações como esta, infelizmente.

Ainda assim, consigo minimamente compreender o facto de terem que praticar tais preços - além dos meios ilegais, também têm que competir com o pequeno ecrã e o mercado do DVD/Blueray/whatever. Só não consigo compreender é o facto de, depois de se terem pago mais de 4 euros para entrar, se apanha com meia hora de publicidade!! E não estou a falar dos trailers (que essa é sempre uma boa forma de sabermos quais os filmes que andam por aí, especialmente para uma pessoa como eu, que só vai ao cinema em épocas de exame...). Estou a falar de anúncios televisivos, iguaizinhos aos que passam nos intermináveis intervalos da TVI/SIC/whatever. (e essa é uma das razões pelas quais eu abençoo os chulos da TV Cabo, que praticam um serviço caríssimo mas ao menos os canais extra têm a publicidade reduzida a um mínimo!!!)

E esta é a parte revoltante: ando eu a pagar mais de 4 euros para levar com 30+ minutos de publicidade??! Como é que é? Vou dar um exemplo: ontem fui ao cinema com pessoal lá da faculdade. Íamos ver um filme às 22h00. Pois, o problema é que levámos com três camadas de publicidade consecutivas: os slides (enquanto não se escurecia a sala), a publicidade género TV, e ainda os trailers!! Resultado: o filme eventualmente só acabou por volta da meia-noite e tal (quanto podia ter acabado bem mais cedo, ainda por cima havendo gente que tinha que trabalhar no dia seguinte), e fomos obrigados a levar com aquela publicidade toda à mistura!!

Enfim... se eu queria ver anúncios tinha ficado em casa a ver a TVI. Enough said.

Jun 14, 2009

Impossível!!

Ainda no meu último post me lamentava dos votos em branco, da indiferença política, entre outros flagelos "mínimos" que afectam as democracias ocidentais.

No entanto, se se quiser realmente saber o quão importante pode ser um processo eleitoral (ao invés desta palhaçada que cá anda) deve-se procurar mais longe. No Irão, por exemplo.

Recentemente, deram-se as eleições presidenciais lá. E, enquanto que por cá se anda com politiquices de meia tijela, por lá o cenário é bem diferente. Segundo este relato no Twitter, o actual presidente supostamente ordenou, entre outras coisas, a queima de umas quantas urnas de voto, o corte do acesso à Internet (este estudante em Teerão estava a usar uma ligação via satélite para colocar os updates no Twitter), a vigia das linhas telefónicas, entre outras coisas.

Obviamente que não é possível verificar a veracidade destes posts, mas não é difícil imaginar algo desse género a ocorrer por lá - afinal de contas, as televisões internacionais também já transmitiram relatos de manifestantes pró-Mousavi (o outro candidato, alegadamente a concorrer contra o Ahmadinejad) a serem dispersadas pela polícia, e de que realmente houve cortes nas vias de comunicação.

Também não é difícil imaginar de quem será a vitória (aliás, já se sabe). E andamos aqui nós com politiquices idiotas... nem imaginam a sorte (!!) que temos, por termos ao menos o direito de votar em quem cremos ser o candidato ideal! Os iranianos, nem por isso...

Jun 9, 2009

Não branqueiem os votos em branco - Ensaio Geral

Não branqueiem os votos em branco - Ensaio Geral




Ora cá está um artigo muito bem escrito. E não podia concordar mais com o dito...

A expressão máxima de revolta contra a situação política actual é mesmo o voto em branco. Se uma pessoa está descontente com todos os partidos, com a situação política, por que raio irá votar num deles?! Vota em branco, obviamente.

E não me venham com histórias de que abstenção == voto em branco, que isso não faz sentido absolutamente nenhum. Uma pessoa que vai votar, cumpre o seu dever enquanto cidadão (sim, porque votar não é um direito, mas sim um dever enquanto cidadão consciente numa democracia! Convém não esquecer isso.) e exprime a sua opinião, dizendo basicamente que são necessárias reformas elementares no sistema partidário, vai dar ao mesmo que uma pessoa que vote no PS, PSD, ou qualquer um dos outros. Abster-se é diferente - é dizer que se está completamente nas tintas para o futuro do país, para a sua situação política - mais valia mudar de nacionalidade, porque não está satisfeita com a cidadania corrente.

E eu, tal como o Ricardo, andei à procura das estatísticas dos votos em branco. Nem no site oficial das europeias se encontrou o que quer que seja referente a essa escolha, o que é grave. Pelas contas do Ricardo (com dados retirados da Wikipédia) os votos em branco rondam os 6.63% (contando igualmente com os votos nulos). Ora, como ele diz (e muito bem):

E se somarmos os votos nulos aos votos em branco, ficamos com 6,63%. Como podem ignorar estes números, se aqueles votos representam mais que a soma de todos os partidos com menos votos que o CDS?


É bem... pelos vistos andam a esconder 6.63% dos votos. Belo trabalho, não haja dúvida! (e ainda nos queixamos das "democracias" africanas...)

Jun 8, 2009

Coisices variadas

Pois é, hoje lá me baldei ao meu estudo para assistir ao live feed da WWDC. Muito embora ultimamente nem tenha ligado a todo este hype (aliás, só soube precisamente hoje que a conferência principal era às 18h deste dia!), lá fui ver (ler) aquilo.

Pairavam rumores sobre iPhones, e havia a história do software para o dito. Mas não sei, eu pelo menos não tinha lido nada sobre os novos MacBooks Pro... apanhou-me completamente de surpresa essa.

Então não é que eles (finalmente) se lembraram de espetar um slot SD na máquina? Caramba, até o meu EEE de 400 euros tem isso :).

Parvoíces à parte, o que é certo é que o MacBook Pro de entrada de gama, de 13'', está muito apetecível. Basicamente é o MacBook Unibody antigo, mas com o regresso do FireWire (yay!) e com o teclado iluminado de série. Ah, e com o nome "Pro" na bezel.

É claro que tinha que haver mais qualquer coisa: uma bateria nova, de grande capacidade (dizem que a autonomia vai até 7 horas, mas é ver para crer... também dizia aqui no meu EEE (num autocolante bem berrante e com erros ortográficos à mistura) que ia até 5 horas, mas nunca consegui mais de 3h30-4h no Windows, com tudo no mínimo...). Infelizmente, é não-removível - mas pronto, se eles dizem que ela só precisa de ser substítuida de 5 em 5 anos, nem parece um mau negócio...

Anyway, parece uma máquina engraçada. Se eu tivesse uns 1000 euros para dispensar até era capaz de me fazer ao piso. Pena é que não tenha as dimensões do meu EEE (mantendo o teclado e o monitor intactos, o que não acredito que seja engenheiramente possível (espero que esta penúltima palavra exista, senão estou em maus lençóis)).

E, de resto, parece que o Snow Leopard está mais rápido. E, além disso, o upgrade nem vai pesar muito na carteira (digo eu, que arranjei uma licença completa do Leopard por 50 euros - vivam os descontos de estudante!). Excelente, lá para o fim do ano falamos, então.

Uma coisa que me chateia: o preço (e eventuais tarifários) do iPhone - por que carga de água é que o dito cujo é bem mais barato nos Estates, além de ter um plano de dados bem mais competitivo e acessível do que "aquilo" que as operadoras nacionais nos "oferecem"? (esta das aspas está a ser em demasia...). Mas... venderem o iPhone por $199 quando cá está a €299? E agora, com a baixa de preços, ainda vai ser mais hilariante - quero ver por quanto vão vender o modelo que custa $99 nos States.

E outra coisa. Estive a ver o vídeo das features do novo iPhone 3GS (será que tem algo que ver com o ][gs? :o) ), e praticamente não encontrei uma única feature apresentada que o meu Palm Centro não faça. Obviamente que não quero comparar alhos com bugalhos (são segmentos completamente distintos), e não digo que não fiquei maravihado (para não dizer outras coisas que denegririam subsequentemente a minha imagem...) com algumas das coisas apresentadas.

Mas... copy/paste? O Centro tem. Voice dialing? Pode não indexar as playlists do reprodutor de música daquilo, mas aquela coisice de ele ditar o número e ele ligar? Tem. Voice memos? Também (aliás, até permite acrescentar voice memos às fotos que tiro, para ajudar como segunda memória...). Pesquisa generalizada? Também (e o Pre veio ajudar ainda mais à festa).

Obviamente que as features mais high-end, como a edição de vídeo no aparelho (para subsequente upload para o YouTube) não serão de todo viáveis num aparelho tão frugal como o Centro. Mas só para dizer que a Apple não reinventou a roda, só colocou jantes mais bonitinhas e fáceis de manusear (se bem que esta última parte da analogia está um pouco estranha, uma vez que eu não manuseio as jantes do meu carro diariamente :P).

Enfim... chega. Tudo isto é muito bonito, mas no fundo, não é absolutamente necessário - obviamente que gostaria de ter um iPhone ou mesmo um daqueles MacBook Pros que referi acima, mas consigo despachar as coisas que tenho para fazer com um Centro e um EEE, por isso, para quê estar para aqui a perder tempo com estas coisas? Meh, foi mais um texto de opinião com a marca de Manuel Marques. Não percam o próximo :).

Edit: afinal não, o 3GS não tem nada a ver com o ][gs. (que aliás é mais IIgs, ou mesmo ||gs...) s == speed :).

Jun 2, 2009

Ando farto disto.

Disto tudo. Desta mediocridade que nos rodeia. Da "geração mentecapta".

Hoje, ao falar com o meu irmão (que anda no 8º ano de escolaridade, mas poder-se-ia generalizar a qualquer idade compreendida entre os 10 e os 20+ anos), obtive imensos detalhes do comportamento da turma dele na sala de aula. E não são nada favoráveis. Mas nada que já não se soubesse!

Desde o "dá-me o telemóvel já" que a opinião pública deveria ter despertado para a balbúrdia que reina no sistema de ensino português, quer público, quer privado. E a coisa não é só cá... ainda me lembro de um mail que por aí circulava, contendo barbaridades escritas em exames por alunos franceses. E os filmes/séries também já orgulhosamente ostentam esta mediocridade emergente.

O pior disto tudo é que é um sistema com feedback: os alunos vão para a escola com má educação, seja esta proveniente de casa, do bairro social, do circulo de amigos, do que quer que seja; os professores eventualmente desistem, mesmo aqueles que nem eram _maus_ professores, à partida - vão sendo levados pela corrente, conforme indirectamente me referi no meu último post. E o facto dos professores desistirem só dá mais oportunidades aos alunos de continuarem a prevaricar, piorando a situação.

Está-se a formar uma geração de mentecaptos (perdoem-me a expressão), que não recebem qualquer tipo de educação construtiva - o que fica é apenas o pensar no imediato, no que é bom para eles (a curto prazo, obviamente), e eventualmente isso irá dar asneira.

O tsunami dos mentecaptos já chegou a toda a parte: infelizmente, constato o facto todos os dias, em toda a parte: desde a faculdade até àquilo que vejo na estrada, na TV, na rua... E não há fim à vista para este problema.

Vamos lá a ver como é que isto progride... mas o prognóstico não é nada favorável. Espero honestamente que não estejamos sozinhos neste awareness geral, senão todo este esforço é em vão!

Feb 5, 2009

A peste do Blogger

Malta que venha cá colocar comentários: não desistam no primeiro erro do servidor, sejam persistentes que ele acabará por ceder!

(isto não é problema meu, é deles, mas ando com o mesmo problema a responder a comentários dentro do meu próprio blog!!)

Dec 30, 2008

Os "nossos" planos de dados (se é que lhes podemos chamar isso!)

Ora bem, desde que recebi no Natal o meu novíssimo Palm Centro que ando às voltas com os tarifários de dados - apesar de ele não ter 3G, o EDGE já é mais que suficiente para consultar o e-mail, ver os horários de autocarros, fazer o upload de uma foto para o Flickr, tudo on-the-go! :)

Como eu sou Vodafone (o meu primeiro telemóvel ainda tem o software da Telecel, imaginem!), comecei por ver os planos desta. Para começar, nada de planos de dados ilimitados - que é o que mais se vê lá fora, ainda que sujeitos a uma "política de utilização responsável" (traduzindo por miúdos, nada de bit-torrent nem de VoIP). Mas com um plano limitado posso eu bem - seria mais para ver texto, e ocasionalmente algumas imagens, porque com EDGE não vou estar a puxar YouTube e afins, não é? :)

Certo, vamos então ver quais são os planos de dados que a Vodafone tem. (para uso pessoal, porque para empresarial não vi nada...) Um de 7.5 euros/mês, com limite de 100 MB (bastante bom). Mas... espera lá, tem qualquer coisa nas letrinhas pequenas!

O tráfego incluído não transita para o dia seguinte, não é válido em Roaming e não pode ser utilizado para comunicações de voz sobre IP (VoIP) ou em aplicações não autorizadas pela Vodafone.

Para aceder à Internet Móvel e usufruir deste tarifário deverá escolher o ponto de acesso "Vodafone live!" (wap.vodafone.pt). Este ponto de acesso permite apenas navegar com tráfego http.


Calma aí, eles controlam aquilo que eu quero fazer com o telemóvel!

De facto, eu tentei aceder da forma como eles disseram, no meu Centro (utilizei a tarifa diária, que custa 1 euro/dia e tem 10 MB de tráfego). O resultado foi misto: havia aplicações que funcionavam (porque tinham suporte para proxy) como o Blazer (o web browser), o Opera Mini, e o cliente de e-mail. Mas depois também havia outras, como o cliente de IM, o Google Maps, etc, que pura e simplesmente não ligavam, porque precisavam de ter acesso ao proxy.

Descobri que a Vodafone tem igualmente um tarifário de Internet Móvel, em que não há essas limitações. Só tem tarifa diária: 3 euros/dia para 50 MB de tráfego. OK, está porreiro, mas porque é que não metem um tarifário mensal, com um plafond razoável (sim, não preciso de tanto), e a um preço em conta? (não me importava de pagar os 10 euros/mês que eles cobram pelo pacote Navegar+Messenger+Mail...)

Pronto, da Vodafone já sabemos a história. Parece-me que vou ter que mudar de rede... fui então ver o que se passava na TMN e na Optimus.

Ora... liberdade! Tanto na TMN como na Optimus não há aquela história ridícula do tráfego ter todo que passar pelo proxy, pelo que os planos de 7.5 euros/mês, com 100 MB de tráfego, chegavam-me perfeitamente. A Optimus distingue-se na TMN pelo facto de podermos consultar o tráfego consumido, mandando um SMS.

Só que há outro problema, que é o tarifário de voz e SMS. Eu, na Vodafone, tenho o plano com 10 números a tarifas reduzidas, SMS grátis para a rede Vodafone, e chamadas a 30 e tal cêntimos para o resto. Acontece que a maior parte dos meus contactos até é Vodafone, pelo que se eu passar para outra rede, vai-se tornar bem mais caro comunicar com a maior parte dos meus conhecidos.

Foi então que fui ver o site da UZO. Realmente, em termos de comunicações, está espectacular: desde que se façam carregamentos de 15 ou mais euros de 30 em 30 dias, temos chamadas a 12 cêntimos para todas as redes, além de SMS a 5 cêntimos. Parece-me um bom negócio!

Só que... como é o plano de dados? Fui ver, e, de facto, têm um plano de dados (o que até é bom, tendo em consideração que é uma operadora low-cost!), só que é diário, e não têm a opção de um plano mensal!

O preçário até está acertado, cobram 33 cêntimos se se usar até 100 KB de tráfego (o que está bem para quem vir o e-mail poucas vezes por dia...), e vai escalado até aos 10 MB de tráfego, em que cobram quase 1 euro por dia. A partir daí, começam a cobrar 10 cêntimos por MB, pois ultrapassou a "política de utilização responsável". Mas continua a faltar um plano mensal...

E o que concluo com tudo isto? Simplesmente, vou começar a pensar em mudar para a UZO, mas não vou com muita pressa, porque agora nem grande tempo tenho para tratar dessas coisas. Mas entristece-me que as operadoras em Portugal tenham uma visão tão tapadinha das coisas. Já lá fora...