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Jun 21, 2009

Statu Quo - webzine de Cláudio Carvalho | Teerão, 20 de Junho de 2009

Statu Quo - webzine de Cláudio Carvalho | Teerão, 20 de Junho de 2009:



Vale a pena dar uma olhada aqui, este post agrega múltiplas fontes do que se anda a passar em terras iranianas. E não é nada bonito de se ver, diga-se de passagem...

Assim sim!

No seguimento deste post, hoje finalmente contratei um plano de dados condigno para o meu Palm Centro.

Tem 75 MB de tráfego, até 1 MBit de velocidade de transferência (o que é irrelevante, visto que o Centro só suporta GPRS/EDGE) e custa 5 euros mensais. Quite an improvement relativamente ao miserável plano de dados (que nem se chamava assim, era um aditivo para navegar!) de 7.5 euros que tinham anteriormente, o tal que limitava os acessos a tráfego HTTP (precisava de um proxy manhoso), e por isso inviabilizava muitas das aplicações que eu queria correr no Palm e que precisavam de acesso à rede.

Podem pensar: 75 MB não é assim tanto. Mas para um telemóvel no qual vejo ocasionalmente o e-mail, consulto o Google Maps muito esporadicamente, e navego na web (basicamente em texto, o Blazer (web-browser) tem um modo de desligar o CSS e as imagens conforme necessário) - não é com sites como o Twitter e o Google Reader que vou à falência. Da mesma forma, IM (o Gizmo é simpático, basicamente é Jabber com suporte para MSN/AIM/GTalk e um cliente jeitoso e estável para Palm OS) e Facebook (a aplicação do Facebook para o Palm OS está demais!! Muito boa mesmo :)) não vão puxar muito tráfego.

Existe, de facto, um plano a 10 euros mensais de 250 MB, e um de 500 MB, a 15 euros/mês. Mas acho isso desnecessário, a não ser que use um dispositivo com velocidades de transferência superiores, como o iPhone ou outro similar.

Nada mau, Vodafone! Ainda está longe dos planos ilimitados praticados lá fora, mas em termos de preço não é assim tão absurdo!

E pronto, agora já libertei todo o poder do Palm OS! É, de facto, uma plataforma simpática, se bem que obsoleta... Espero que o Pre, mais o seu WebOS, tragam uma lufada de ar fresco ao mercado dos smartphones. Mas pelas vendas iniciais nos States a coisa não correu assim tão bem... há que dar tempo ao tempo, é o que é :).

Jun 17, 2009

Coisas que me chateiam (parte 1)

Ena pá, vou inaugurar uma rubrica no meu blogzito!! Denomina-se "Coisas que me chateiam", como já se deve ter reparado pelo título, e tentarei dizer mal de uma forma construtiva (haverá outra forma? :-) ) de coisas que me aborrecem no dia-a-dia. Vamos a isso?

E para esta rubrica vêm os cinemas. Parece impossível que uma simples ida ao cinema nunca fique por menos de 4 euros (e estou a falar de estudantes, porque pessoas "normais" pagam o bilhete de adulto, que fica por bem mais de 5 euros!!). É verdade que é necessário pagar o investimento (embora tenha a impressão que em muitos sítios essa despesa já foi amortizada há bastante tempo), e os custos de funcionamento. Ainda assim, é ridículo pagar-se o que se paga. Muita da pirataria que se pratica por essa Internet fora advém de situações como esta, infelizmente.

Ainda assim, consigo minimamente compreender o facto de terem que praticar tais preços - além dos meios ilegais, também têm que competir com o pequeno ecrã e o mercado do DVD/Blueray/whatever. Só não consigo compreender é o facto de, depois de se terem pago mais de 4 euros para entrar, se apanha com meia hora de publicidade!! E não estou a falar dos trailers (que essa é sempre uma boa forma de sabermos quais os filmes que andam por aí, especialmente para uma pessoa como eu, que só vai ao cinema em épocas de exame...). Estou a falar de anúncios televisivos, iguaizinhos aos que passam nos intermináveis intervalos da TVI/SIC/whatever. (e essa é uma das razões pelas quais eu abençoo os chulos da TV Cabo, que praticam um serviço caríssimo mas ao menos os canais extra têm a publicidade reduzida a um mínimo!!!)

E esta é a parte revoltante: ando eu a pagar mais de 4 euros para levar com 30+ minutos de publicidade??! Como é que é? Vou dar um exemplo: ontem fui ao cinema com pessoal lá da faculdade. Íamos ver um filme às 22h00. Pois, o problema é que levámos com três camadas de publicidade consecutivas: os slides (enquanto não se escurecia a sala), a publicidade género TV, e ainda os trailers!! Resultado: o filme eventualmente só acabou por volta da meia-noite e tal (quanto podia ter acabado bem mais cedo, ainda por cima havendo gente que tinha que trabalhar no dia seguinte), e fomos obrigados a levar com aquela publicidade toda à mistura!!

Enfim... se eu queria ver anúncios tinha ficado em casa a ver a TVI. Enough said.

Jun 14, 2009

Impossível!!

Ainda no meu último post me lamentava dos votos em branco, da indiferença política, entre outros flagelos "mínimos" que afectam as democracias ocidentais.

No entanto, se se quiser realmente saber o quão importante pode ser um processo eleitoral (ao invés desta palhaçada que cá anda) deve-se procurar mais longe. No Irão, por exemplo.

Recentemente, deram-se as eleições presidenciais lá. E, enquanto que por cá se anda com politiquices de meia tijela, por lá o cenário é bem diferente. Segundo este relato no Twitter, o actual presidente supostamente ordenou, entre outras coisas, a queima de umas quantas urnas de voto, o corte do acesso à Internet (este estudante em Teerão estava a usar uma ligação via satélite para colocar os updates no Twitter), a vigia das linhas telefónicas, entre outras coisas.

Obviamente que não é possível verificar a veracidade destes posts, mas não é difícil imaginar algo desse género a ocorrer por lá - afinal de contas, as televisões internacionais também já transmitiram relatos de manifestantes pró-Mousavi (o outro candidato, alegadamente a concorrer contra o Ahmadinejad) a serem dispersadas pela polícia, e de que realmente houve cortes nas vias de comunicação.

Também não é difícil imaginar de quem será a vitória (aliás, já se sabe). E andamos aqui nós com politiquices idiotas... nem imaginam a sorte (!!) que temos, por termos ao menos o direito de votar em quem cremos ser o candidato ideal! Os iranianos, nem por isso...

Jun 9, 2009

Não branqueiem os votos em branco - Ensaio Geral

Não branqueiem os votos em branco - Ensaio Geral




Ora cá está um artigo muito bem escrito. E não podia concordar mais com o dito...

A expressão máxima de revolta contra a situação política actual é mesmo o voto em branco. Se uma pessoa está descontente com todos os partidos, com a situação política, por que raio irá votar num deles?! Vota em branco, obviamente.

E não me venham com histórias de que abstenção == voto em branco, que isso não faz sentido absolutamente nenhum. Uma pessoa que vai votar, cumpre o seu dever enquanto cidadão (sim, porque votar não é um direito, mas sim um dever enquanto cidadão consciente numa democracia! Convém não esquecer isso.) e exprime a sua opinião, dizendo basicamente que são necessárias reformas elementares no sistema partidário, vai dar ao mesmo que uma pessoa que vote no PS, PSD, ou qualquer um dos outros. Abster-se é diferente - é dizer que se está completamente nas tintas para o futuro do país, para a sua situação política - mais valia mudar de nacionalidade, porque não está satisfeita com a cidadania corrente.

E eu, tal como o Ricardo, andei à procura das estatísticas dos votos em branco. Nem no site oficial das europeias se encontrou o que quer que seja referente a essa escolha, o que é grave. Pelas contas do Ricardo (com dados retirados da Wikipédia) os votos em branco rondam os 6.63% (contando igualmente com os votos nulos). Ora, como ele diz (e muito bem):

E se somarmos os votos nulos aos votos em branco, ficamos com 6,63%. Como podem ignorar estes números, se aqueles votos representam mais que a soma de todos os partidos com menos votos que o CDS?


É bem... pelos vistos andam a esconder 6.63% dos votos. Belo trabalho, não haja dúvida! (e ainda nos queixamos das "democracias" africanas...)

Jun 2, 2009

Ando farto disto.

Disto tudo. Desta mediocridade que nos rodeia. Da "geração mentecapta".

Hoje, ao falar com o meu irmão (que anda no 8º ano de escolaridade, mas poder-se-ia generalizar a qualquer idade compreendida entre os 10 e os 20+ anos), obtive imensos detalhes do comportamento da turma dele na sala de aula. E não são nada favoráveis. Mas nada que já não se soubesse!

Desde o "dá-me o telemóvel já" que a opinião pública deveria ter despertado para a balbúrdia que reina no sistema de ensino português, quer público, quer privado. E a coisa não é só cá... ainda me lembro de um mail que por aí circulava, contendo barbaridades escritas em exames por alunos franceses. E os filmes/séries também já orgulhosamente ostentam esta mediocridade emergente.

O pior disto tudo é que é um sistema com feedback: os alunos vão para a escola com má educação, seja esta proveniente de casa, do bairro social, do circulo de amigos, do que quer que seja; os professores eventualmente desistem, mesmo aqueles que nem eram _maus_ professores, à partida - vão sendo levados pela corrente, conforme indirectamente me referi no meu último post. E o facto dos professores desistirem só dá mais oportunidades aos alunos de continuarem a prevaricar, piorando a situação.

Está-se a formar uma geração de mentecaptos (perdoem-me a expressão), que não recebem qualquer tipo de educação construtiva - o que fica é apenas o pensar no imediato, no que é bom para eles (a curto prazo, obviamente), e eventualmente isso irá dar asneira.

O tsunami dos mentecaptos já chegou a toda a parte: infelizmente, constato o facto todos os dias, em toda a parte: desde a faculdade até àquilo que vejo na estrada, na TV, na rua... E não há fim à vista para este problema.

Vamos lá a ver como é que isto progride... mas o prognóstico não é nada favorável. Espero honestamente que não estejamos sozinhos neste awareness geral, senão todo este esforço é em vão!

Jan 11, 2009

Palm Pre

Palm Pre




Ora, eis que a Palm lançou finalmente algo que a pode puxar da triste fossa em que se meteu - o novíssimo Palm Pre! (que ainda está para ser lançado no mercado americano, imaginem quando chegará cá...)

Este é o primeiro dispositivo deles com características decentes a não vir com Windows Mobile (sejamos realistas, o dispositivo baseado em Palm OS deles com melhores características é o Palm Centro! E esse não é nada de extraordinário...). Tem 3G, Wi-fi, e um ecrã multitouch de dimensões razoáveis, pondo-o ao nível dos smartphones "interessantes" :).

Mas não fizeram apenas isso: aliás, o velhinho (mas não menos venerável) Garnet não podia estar por detrás do Pre (há várias razões, nomeadamente o kernel do Garnet não suportar três rádios simultaneamente - bluetooth, wi-fi e 3G). A Palm finalmente "tirou a capa" do seu novíssimo sistema operativo para dispositivos móveis, o Palm WebOS. Admito que o nome não é lá grande coisa, mas não é por isso que o torna menos revolucionário. Se não se acreditam, vejam o vídeo do anúncio na CES. É grandito, mas vale a pena. E mais não digo.

Teremos aqui um competidor directo com o iPhone e o Android? Veremos. Ainda não está nas lojas, vamos ter que aguardar um bocado pelas primeiras reviews, mas tendo a Palm os pergaminhos que tem, acho que tem pernas para andar!

Jan 2, 2009

Ano novo, acordo ortográfico (novo?)

Mandaram-me um link para isto, e acho que vale a pena ir dar uma olhada.

Até acabou por não ficar uma coisa má de todo (inclusive, teve 18 anos de maturação), acabando com muitos dos "casos particulares que contrariam a regra sem qualquer razão aparente".

No entanto, continua a fazer-me espécie ver palavras como "adotar", "diretor", "coletivo" - bem sei que já não leio a consoante muda, pelo que é apenas uma questão de tempo até desaparecerem essas formas.

Mas, por enquanto, o dicionário do computador ainda vai sublinhando a vermelho estas "novas" formas, além de me custar imenso digitar a palavra seguindo as "novas" regras - enquanto escrevia as três palavras que exemplifiquei acima, o dedo estava sempre a fugir-me para a tecla da consoante!

Resumindo e concluindo: vai ser necessária alguma habituação, mas esta era mesmo a evolução natural.

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(Ah, mas que desapropriado sou eu! Imaginem lá que o meu primeiro post do ano tem que ver precisamente com o acordo ortográfico... bem, teria que ser sobre alguma coisa, por isso, ainda bem que foi sobre isto e não sobre outro assunto bem mais desapropriado!!)

Edit: Pelos vistos, ainda não entrou em vigor por terras lusas:

"(...)o Acordo Ortográfico afinal não entra já em vigor em Portugal (entrou em vigor no Brasil), nem está ainda definida a data para tal. Há um prazo de transição de 6 anos, até 2014, sendo que, entretanto, há-de ser definida a data de entrada em vigor.

Portanto, até novas instruções, continuaremos a escrever como dantes."


OK, isto ainda vai ter que esperar... mas a mensagem é mais ou menos a mesma que deixei no início do post - quer seja 2009, quer seja 2014!